O alimento cru traz riscos para a saúde canina, mas é possível ofertá-lo de outras formas. Confira!
Apesar do pé de galinha cru ser rico em nutrientes, ele não é indicado para cães. Os ossos e unhas presentes no alimento podem provocar obstrução ou perfuração no sistema gastrointestinal.
Riscos de ofertar pé de galinha cru para cães
A ingestão do alimento cru pode acarretar infecção por salmonella, uma bactéria que infecta cães e humanos, de acordo com Adrielly Carmo, zootecnista e especializada em nutrição.
“Pelo fato do pé de galinha ser cru e o corte ter mais contato com o solo, há uma susceptibilidade maior do alimento conter bactérias, fungos e parasitas”, completa Mariana Perini, zootecnista e especializada em nutrição. Há também um risco maior de contaminação por micotoxinas ou microrganismos, colocando a vida dos cães em risco.
“O pé de galinha cru também contém alto teor proteico, o que é ruim para cães com sobrepeso em fase de emagrecimento”, pontua Adrielly.
O alimento é rico em colágeno, nutriente importante para preservar as articulações, porém, para os peludos se beneficiarem disso, o consumo deve ser elevado, algo contraindicado para a espécie, explica Adrielly. Portanto, o pé de galinha cru não é opção segura para os cachorros.
Ademais, Mariana alerta que o consumo deste produto acaba degradando os dentes e gengiva do animal, devido às partes duras e pontiagudas.
Como ofertar pé de galinha para cães
Thaís Ferreira, médica-veterinária com atuação em nutrologia animal, explica que o pé de galinha pode ser ofertado apenas cozido e sem os ossos e unhas. Isso minimiza as chances de engasgos e infecções.
“Os cães preferem alimentos cozidos do que crus, devido ao seu elevado sabor e odor”, acrescenta Mariana.
O cozimento deve ser realizado apenas com água, pois alguns temperos e o óleo não são recomendados para os pets. Antes de servir, o responsável deve esperar o alimento esfriar bem para o peludo não se queimar, como afirma o médico-veterinário Thiago Borba.
Também é possível oferecer o pé de galinha desidratado, segundo Mariana, pois não provoca nenhum prejuízo ou malefício ao animal. No mercado brasileiro, existem diversas marcas que trabalham com esse produto.
