A oferta é possível em alguns casos, mas deve ser supervisionada por um especialista e adequada à espécie, idade e metabolismo do animal
É comum que os tutores fiquem bastante preocupados quando os pets começam a apresentar alguns sintomas — e, diante dessa situação, pode surgir o questionamento: posso ofertar um remédio de humanos para o animal?
A resposta é: depende. Embora a matéria-prima utilizada muitas vezes seja igual para os dois casos, as medicações humanas geralmente apresentam uma concentração maior do princípio ativo, adequada para o nosso peso e metabolismo. Isso pode inviabilizar a sua oferta para animais, cujo metabolismo é influenciado pela raça, espécie, idade e condição geral de saúde.
“Imagine que nós, veterinários, temos pacientes que podem pesar 200 g, como um filhote de felino, até um equino de 400 kg, ou até mesmo um macho adulto de dogue alemão, que pesa em torno de 70 kg”, diz Gabriela Lima, médica-veterinária anestesiologista, pós-graduada em clínica e cirurgia de pequenos animais e COO de uma empresa de telemedicina veterinária.
“Logo, existem diferenças grandes não só na apresentação, como também nas concentrações dos produtos. No geral, os veículos também mudam conforme a capacidade de metabolização de cada espécie.”
