Por serem pobres em nutrientes para os cães, tanto a polenta quanto o fubá são contraindicados para os pets
Por Gladys Magalhães
Frita, pura ou misturada com carne moída, a polenta é um alimento bastante apreciado pelos brasileiros, o que faz com que muitos tutores se perguntem se seus cães também podem apreciá-lo.
De acordo com veterinárias consultadas por Vida de Bicho, ainda que não seja um alimento tóxico aos cães, ele não é indicado, visto que a iguaria é pobre em nutrientes.
“A polenta é preparada a partir do cozimento de água e sêmola de milho — ingrediente muitas vezes produzido com componentes altamente tóxicos para os cães, como é o caso da cebola. Além de ser rico em calorias e pobre em nutrientes fundamentais para o organismo dos pets, o alimento pode causar reações adversas em indivíduos com intolerância”, explica a médica-veterinária Laíssa Santiago, especialista em nutrição animal.
Por que não se deve oferecer polenta aos cães
Ainda segundo a veterinária, a polenta não traz qualquer benefício aos pets, pelo contrário, se ofertada com frequência pode causar de problemas gastrointestinais a mau hálito. As contraindicações estariam relacionados ao fato do alimento ter como base um grão, que é uma das principais fontes de carboidrato.
“O excesso de grãos nas dietas de alguns cães pode estar associada a problemas como má digestão (gases, diarreia), obesidade, diabetes, acúmulo de tártaro, mau hálito e alergias”, elenca Laíssa.
A profissional destaca ainda que grãos de baixa qualidade para os pets, como milho, soja e trigo, costumam apresentar micotoxinas (substâncias tóxicas produzidas por bolores), que podem provocar efeitos agudos (hepatite, doenças renais), crônicos (alergias, imunodeficiências) e até mutagênicos, ocasionar, por exemplo, câncer.
